Educação emocional e comunicação não-violenta

Este é um texto sobre como a sua vulnerabilidade pode ser sua melhor aliada se o que deseja é sentir-se conectado. Conexão é uma das principais necessidades humanas, afinal somos seres sociais e precisamos de amor para que possamos nos desenvolver com segurança. A questão é: como, onde ou em quem estou procurando esse afeto? Muitas vezes buscamos satisfazer nossas carências em pessoas, hábitos, comida, objetos...

Mas, como assim, reconhecer o meu lado frágil pode me ajudar a me sentir mais seguro?

Sim. A insegurança está presente em todos os seres humanos. Assim como a coragem e outros tantos sentimentos que experimentamos nas diferentes etapas da vida. Aceitar que temos estas emoções em nosso repertório ajuda a compreender quando elas aparecem naqueles com que convivemos. E é esta conexão que nos encoraja a sermos aquilo que somos.

Isso é o que chamamos de empatia. A capacidade de se colocar no lugar do outro. Acontece que quando rejeitamos em nós mesmos alguns traços emocionais que consideramos “feios” ou “negativos”, costumamos projetá-los em outras pessoas, por isso nos incomodam. Por outro lado, se assumimos que além de virtudes nós também temos limitações e sentimentos desafiadores, acolhemos esta parte nossa tão importante e então conseguimos nos conectar com os outros em suas fragilidades.

Esse vídeo ajuda a compreender o que é empatia:

Emoções são mensageiras

Da forma como a sociedade está organizada hoje, pouco tempo sobra para a escuta dos sentimentos. Tampouco paramos para observar quais são as nossas necessidades. Por isso em nossas comunicações muitas vezes não nos entendemos, porque nem nós temos clareza daquilo que queremos. No entanto, as emoções são as principais responsáveis pelo comportamento. Sejam conscientes ou não, elas interferem em nossas escolhas e, principalmente, nos relacionamentos.

Semanticamente, emoção significa movimento para fora. Em nosso corpo, trata-se de uma manifestação química consequente de alguma interpretação da nossa mente sobre o que acontece no meio. Por exemplo, se identifico alguma ameaça (seja ela real ou imaginária), meu cérebro codifica a mensagem de necessidade de luta ou fuga e dispara através do sistema endócrino a produção de cortisol e adrenalina (hormônios do estresse), provocando um estado de alerta e tensão muscular que podemos identificar como medo ou raiva. Sensações bem diferentes destas podem surgir quando os hormônios liberados são outros, como endorfina e ocitocina, que induzem ao bem-estar e relaxamento.

Sejam prazerosos ou desconfortáveis, os sentimentos têm uma função de mediar a relação do mundo interno com o externo, e sempre trazem uma mensagem. Se não paramos para ouvi-los no tempo certo, acabam se tornando padrões que bloqueiam nossas ações e às vezes viram até doença. E isso não é mau. É a sabedoria do corpo encontrando um jeito de entrarmos em contato com aquilo que precisamos aprender sobre nós mesmos. :)

Comunicação não-violenta

Foi pensando em sintetizar uma abordagem que levasse em conta os sentimentos ocultos por trás das palavras que o psicólogo Marshall Rosenberg criou a comunicação não-violenta (CNV). Mais do que uma técnica, é uma filosofia de vida que estimula a empatia, nos lembrando de assumir a responsabilidade por aquilo que sentimos. Isso passa por reconhecer que não podemos exigir que nossas necessidades sejam atendidas às custas da liberdade do outro.

Você pode aprender mais sobre a comunicação não-violenta com o próprio Marshall:

A aplicação desta comunicação tem se mostrado extremamente eficaz na mediação de conflitos e em processos de autoconsciência. E você pode começar a praticar a partir de agora. Os passos seguintes são os guias iniciais para que seus diálogos sejam mais claros e conscientes.

Quatro passos da CNV

1) Observe o que acontece procurando separar os fatos do que você interpreta sobre eles 2) Perceba como você se sente diante aquilo que está experienciando 3) Identifique as necessidades não atendidas que provocaram estes sentimentos 4) Decida o que fazer com isso: se posicionar através da sua própria ação ou fazer um pedido prático e positivo para outra pessoa

Quer praticar com a gente?

A Escola das Emoções oferece práticas de comunicação não-violenta, em que os participantes exercitam a escuta empática com base nos princípios da CNV, vivenciam dinâmicas de autoconhecimento e educação emocional.

Acompanhe nossa programação: www.aescoladasemocoes.com.br/agenda

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