Mas, afinal, o que é a Lei do Tempo (Sincronário da Paz)?


A descoberta da Lei do Tempo e seus códigos harmônicos ocorreu entre o fim da década de 80, inicio de 90 pelo Dr. José Argüelles. Sintetizando ao máximo, dá pra dizer que a Lei do Tempo é uma Lei como as Leis da Gravidade, da Atração e a Lei de Ressonância.

Como todas essas outras Leis que regulam a existência no Universo, a Lei do Tempo é algo que não pode ser controlado ou burlado; é algo que todos, sem exceção, estamos submetidos, mesmo sem ter a plena consciência disso.

Nessa perspectiva, o Tempo - que hoje medimos pelos minutos do relógio - na verdade é um conjunto harmônico de frequências qualitativas que organizam e sincronizam a evolução das consciências no Universo. O tempo então passa a ter uma qualidade e ciclicidade intrínsecas, dando mais sentido aos dias que passam muitas vezes em um piscar de olhos.

Em uma visão individual, notamos ao experimentar o Tempo como ele realmente é - qualidade e informação - uma amplitude de visão dos processos que ocorrem na nossa vida. Passamos a ver a profundidade simbólica dos acontecimentos e a refletir mais sobre nosso papel nesse "palco da vida".

A linguagem lúdica, por assim dizer, e o uso de símbolos e cores atua diretamente no campo imaginativo da nossa mente, que atualmente observa-se um tanto atrofiado e engolido pela razão e pela lógica que hoje se manifestam pelo ceticismo e crença exclusivamente na realidade material. A ideia não é discriminar a razão, mas sim, trazer de volta o equilíbrio que se perdeu ao subestimar nossa capacidade imaginativa.

Nossas estruturas mentais como coletivo criam a realidade mundial. Não é difícil notar o quanto distorcidas as coisas estão. Esse conhecimento tem o papel de reestruturar nossa mente, de abrir as "nossas portas" para o novo e grandioso tempo de união com tudo.

Com base na prática da Meditação diária, o Sincronário da Paz (Sincronário das 13 Luas) se apresenta também como uma ferramenta de ajuda e catalização dos processos de autoconhecimento.

A magia das 13 Luas

“O equilíbrio entre o solar e o lunar também pode ser considerado como símbolo das características psicológicas humanas, bem como seus equilíbrios e desequilíbrios. Um calendário solar-lunar representará e refletirá um equilíbrio solar-lunar, de qualidades masculinas e femininas no ser humano. É importante ter em mente essas considerações sobre calendários e o seu efeito em modelar a consciência humana histórica e sua maquiagem psicológica. Sob essa perspectiva, a História é, de fato, um processo de abandono da perfeição dos padrões harmônicos naturais.” José Argüelles (Livro: O Tempo e a Tecnosfera)

Umas das grandes perdas que a nossa civilização moderna teve foi a falta de conexão com a Lua e a consciência do poder que ela exerce sobre a nossa psique. Nossa contagem de tempo irregular "engoliu" os ciclos lunares, voltando toda atenção somente ao movimento do Sol.

A Lua, em muitas linhagens ancestrais e estudos místicos, exerce a função de regular a nossa parte emocional, de movimentar os fluxos de emoções que experimentamos. Ela também representa o feminino, o receptivo, o yin, a criatividade, a magia, o mistério.

Se notarmos objetivamente como se desenvolveu a vida humana na Terra, perceberemos o desequilíbrio entre as polaridades masculina e feminina. Nos tornamos competitivos demais, guerreiros demais, poucos sensíveis com as dores alheias e até com as nossas, céticos demais, não crentes na magia da vida e na linguagem simbólica sutil da existência, e desenvolvemos em excesso nossa parte racional. A sociedade virou um grande patriarcado, onde o poder do feminino, a sabedoria da mulher e seus ciclos regulados e sincronizados com a Lua foram perdidos e rechaçados pela mente masculina.

Podemos dizer que a nossa polaridade masculina, ativada pelo arquétipo do Sol, foi estimulada em excesso, enquanto a polaridade feminina sucumbiu com a falta de conexão com o arquétipo da Lua e com a própria Terra, o planeta que nos acolhe como uma grande mãe, aceitando, ainda que com ressalvas, toda a nossa ignorância coletiva.

A proposta é que voltemos ao equilíbrio, que nos conectemos novamente com a nossa polaridade yin, com nosso lado mais sensível e receptivo, criativo e sábio, sem deixar de lado o masculino yang que nos completa. Uma chave para isso é a mudança individual para uma contagem harmônica que leve em consideração as voltas que a Lua dá em torno da Terra. Essa também é uma das propostas do Sincronário da Paz (sincronário das 13 Luas) e da Lei do Tempo.

Acredito que todo o conhecimento vem do mesmo lugar e todas as ferramentas são válidas e estão de acordo com o Plano Divino. Creio então que o nosso trabalho como buscadores é encontrar aquilo que faz vibrar o nosso coração - que realmente pode ser mais de um conhecimento/prática - e mergulhar fundo com disciplina e muita fé!

Salve a harmonia da mente e da natureza!


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