Renascer mãe: sinta-se amparada nessa metamorfose


A palavra “doula” tem origem grega e significa “mulher que serve”. No Brasil o termo tem sido utilizado para designar uma função que há séculos é desempenhada por mulheres que apoiam a gestante/parturiente/mãe na preparação para o parto, durante o trabalho de parto e na adaptação com o bebê. Existem várias formas de atuação destas profissionais. Eu, particularmente, como “psicodoula”, terapeuta transpessoal, multiplicadora da Ciência do Início da Vida e recém-mãe, tenho como missão proporcionar amparo para essa profunda transformação na vida da mulher, para que a travessia por esse rito de passagem seja segura e para que possa viver com confiança e entrega o período de fusão emocional com o(a) filho(a) que chega.

Para renascer mães precisamos morrer para tudo o que pensávamos ser. Na gestação, enquanto o organismo muda, todas as nossas células são tocadas. É um momento de encontro com muitas memórias que estavam inconscientes, trazendo à tona feridas de nossa infância e também os dramas vividos por nossas ancestrais em seu processo de gestar, parir e maternar (gerando oportunidades de cura do DNA da nossa linhagem). Nos tornamos frágeis e incrivelmente fortes enquanto nosso ventre fornece matéria para que uma nova vida possa se manifestar. O parto é o ápice desse processo, um momento de abertura do corpo e da alma. É fundamental que possamos confiar e construir vínculo com as pessoas que nos prestarão assistência nessa ruptura.

Após o nascimento passamos outra vez por intensas alterações. Os hormônios se modificam rapidamente, estamos ainda conhecendo o ser que está sob nossos cuidados e a família se adaptando à nova dinâmica do lar. O bebê, com suas necessidades imediatas e estrutura delicada, é um espelho das nossas partes ocultas e nos convida a entrar em contato com as profundezas da nossa psique. Passamos por esse turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo que vivemos o maior de todos os exercícios de doação.

O período de pós-parto, também conhecido como puerpério, é difícil para algumas mulheres e mais tranquilo para outras. Tudo depende do quanto estamos disponíveis para encarar as nossas sombras e acolher a nós mesmas enquanto dedicamos atenção exclusiva a alguém que acaba de chegar em nossas vidas. Para isso, precisamos de uma boa rede de apoio que nos dê suporte nessa transformação.

Meus propósitos como doula


* Conhecer e atender as necessidades da mulher no pré, parto e pós-parto

* Incentivar a investigação do histórico familiar de gestações, nascimentos e maternagens e compreensão de suas influências

* Facilitar a tomada de consciência de conteúdos emocionais

* Ensinar exercícios de liberação da pelve e do períneo

* Estimular a prática de meditação e respiração

* Informar sobre procedimentos hospitalares e apoiar as escolhas da mulher

* Propor dinâmicas de visualização criativa para cocriação consciente

* Construir junto com a mulher o seu plano de parto

* Auxiliar na escolha do que levar para a maternidade (em partos hospitalares)

* Apoiar a preparação do ambiente para o parto (em partos domiciliares)

* Transmitir conhecimentos sobre a fisiologia da gestação, do parto e puerpério

* Ajudar a identificar os sinais de trabalho de parto e quando ir para o hospital

* Acompanhar o trabalho de parto na casa da parturiente e/ou no hospital

– Preparo de óleos, massagem, chás e alimentos que favoreçam o parto

– Auxílio na escolha de posições que ajudem na dilatação e expulsão

– Apoio incondicional às necessidades físicas e emocionais da mulher

– Mediação destas necessidades junto aos familiares

– Inclusão do homem/pai no processo de nascimento

– Limpeza e harmonização energética dos ambientes

* Ajudar a preparar cartas aos familiares sobre visitas e rede de apoio no pós-parto

* Orientações para cuidados com o neonato (amamentação, higiene e sono)

* Apoiar a organização de rotinas e processos emocionais durante o puerpério

* Auxiliar na escolha de métodos contraceptivos após o nascimento

* Encorajar a mãe recém-nascida a usar o seu poder de cura com seu(sua) filho(a)

* Ancorar a dimensão do sagrado que envolve toda essa experiência

Outras ferramentas


* Psicoterapia transpessoal: conhecida como a quarta força em psicoterapia, a psicologia transpessoal visa integrar o ser humano em todas as suas dimensões e reconectá-lo ao estado natural de unidade

* Reiki: canalização de energia através da imposição de mãos (aplicações e/ou iniciação)

* Renascimento por respiração consciente (técnica de limpeza da memória celular)

* Conhecimentos do yoga e ayurveda

Beijos com amor!

Camila Weinmann

Educadora emocional, doula e mãe

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